13/05/09

As Crianças e o Reino de Deus – Parte II

Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele. Lc 18: 16-17.
Como disse na meditação anterior, não podemos nos esquecer da responsabilidade em conduzir nossas crianças à Cristo. Nesta expressão: “deixai vir a mim os pequeninos”, demonstra a preocupação de Jesus em não anular as crianças a conhecê-lo. Mas, por que isso? Esta resposta é muito simples.
Em primeiro lugar, toda criança nasce pecadora. Muitos acham que uma criança enquanto ainda não atingir uma certa idade para discernirem o que é certo e o que é errado, a torna inocente e sem pecado algum. Desta forma podem ser até anjinhos como muitos defendem por ai.
A Bíblia, no Salmo 51: 5 diz: Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Davi em sua confissão de pecados deixa bem claro que quando somos gerados no ventre de nossa mãe já herdamos a mesma natureza pecaminosa. A criança possui a mesma disposição em pecar tanto quanto uma pessoa adulta.
Quantos pais desprezam esta verdade e acabam afastando seus filhos de conhecerem o reino de Deus. Para que alguém possa conhecer a Cristo e fazer parte do seu reino, é necessário que ela reconheça que é pecadora. Se não ensinamos isto aos nossos filhos, eles correm o risco de não experimentarem as bênçãos do reino de Deus.
Em segundo lugar, as crianças representam a continuidade do povo de Deus. As nossas crianças representam o futuro da igreja do Senhor. Não é à toa ele dizer que elas pertencem ao reino de Deus por serem a continuidade deste reino. A igreja de Cristo não é feita apenas dos adultos e eles não são mais importantes do que as crianças.Que bom seria se nossas igrejas priorizassem a evangelização e o discipulado com seus filhos. Bom seria se a igreja se preocupasse mais em investir mais tempo, dinheiro, estudos, reuniões, cursos e pessoas para ensinarem as nossas crianças. Por isso, Jesus dizer: Porque dos tais é o reino de Deus. Quero encerrar esta meditação desafiando cada pai, mãe, cada crente, cada professor, cada líder e a todos os que são chamados para fazer parte deste reino a serem instrumentos de Deus para conduzir estas crianças a Cristo. Até a próxima meditação sobre este assunto.

03/05/09

As Crianças e o Reino de Deus – Parte I

Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele. Lc 18: 16-17.
Quem diria, o Natan está entre nós. O seu nascimento tem me ensinado muitas coisas sobre o quanto o ser humano é tão frágil e limitado diante da grandeza de Deus. Uma das primeiras coisas que pensei foi sobre o seu futuro. Como será o dia de amanhã do Natan? Será um bom homem? Será que vai ser um bom filho? Qual será sua profissão?
Bom, diante de tantas perguntas, a minha preocupação central é a vida espiritual do Natan. Oro incessantemente para que o Natan cresça vivendo Cristo em sua vida. Mas outra pergunta que me vem à mente é: Será que todos os pais têm se preocupado com a vida espiritual de seus filhos? Como tem andado o coração de muitos crentes em relação a salvação da alma de suas crianças?
Jesus designou os discípulos para pregarem, expulsar demônios, curar enfermos, ressuscitar mortos e muitas outras maravilhas. E no momento em que os adultos levam suas crianças para serem abençoadas pelo salvador do mundo, os discípulos começam bani-las da presença de Jesus. Talvez para eles o mais importante fosse as curas, os sinais miraculosos e muitas outras necessidades, menos se envolver com criança. A final das contas, para quê pregar e ensinar às crianças? Elas dão muito trabalho, bagunçam demais. Elas não precisam ser curadas.
Comportamo-nos da mesma maneira que os discípulos. Preocupamo-nos com tudo que envolve a vida da igreja, menos as crianças. Que relevância tem estas crianças para a vida da igreja? Elas não dizimam, não podem participar das assembléias da igreja, estão limitadas em suas funções e atributos.
Mas Jesus condena esta atitude quando diz: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Meu Deus! Estamos impedindo que as nossas crianças conheçam a Cristo! Isto é um pecado tão grave quanto atentar contra a vida de alguém.
Nesta primeira meditação quero chamar a sua atenção para o princípio ensinado por Jesus: As crianças também têm parte no reino de Deus. As crianças precisam ouvir sobre o reino de Deus. As crianças também são pecadoras e precisam saber disto. As crianças também precisam saber que Cristo é o único caminho para o céu. O que estamos fazendo? Será que estamos abrindo portas para que elas tenham acesso ao reino de Deus ou será que estamos dificultando a caminhada espiritual delas?
Este assunto não pára por aqui. Minha intenção é analisar estes versículos de Lucas 18: 16-17 para que possamos resgatar alguns princípios muito importantes sobre as crianças e o reino de Deus. Até a próxima meditação.

23/03/09

CERTEZA DA SALVAÇÃO – PARTE 3

Uma pergunta que sempre está presente na mente das pessoas: É possível o verdadeiro crente alimentar dúvida sobre a sua salvação? Parece inadmissível um crente se encontrar nesta situaçã o mas, isto é possível. Na Bíblia podemos ver o caso de Davi quando diz: Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Salmo 51: 12. Existe a possibilidade, Alias, quantos crentes se encontram nesta situação. É importante ressaltar que, o verdadeiro crente não perde a salvação, mas a alegria da salvação sim.
Mas o que é alegria da salvação? São justamente as bênçãos que Deus concede por meio desta certeza de que somos salvos. A certeza nos trás paz, conforto em meio ao sofrimento, consolo nos momentos de perdas, tranqüilidade em meio ao desespero discernimento nos momentos mais difíceis e a certeza de ter a vida eterna com Cristo. Quem não desfruta desta certeza perde todas estas bênçãos. Eles ficam expostos aos perigos do mundo e as tentações que as rodeiam dia após dia. Mas o que leva alguém a não ter certeza da sua salvação?
Veja o caso de Davi. O seu terrível pecado o afastou da presença de Deus. Isto provocou fraqueza espiritual a ponto de não mais se interessar pelas coisas de Deus. Talvez não orasse mais, não se dedicasse em meditar na Palavra de Deus. Quantos crentes estão em pecado e por causa disso, não se interessam mais pelas coisas de Deus. Não sentem vontade de ir a igreja, priorizam qualquer coisa que seja supérfula e não se importam com o reino de Deus. Sempre estão prontas a darem desculpas e justificativas e nunca assumem a responsabilidade dos seus atos. Algumas são tão petulantes que chegam ao ponto de dizerem que ninguém tem haver com a sua vida espiritual e que elas não precisam de igreja para servirem a Deus.
Em suma, duas coisas nos fazem perder a certeza da salvação: o pecado em nossa vida e o desinteresse por conhecer mais a Deus e a Sua Vontade. Como posso ter certeza de algo que não conheço? Como posso dizer que amo a Deus se não me interesso mais em conhecê-lo e ter uma comunhão com Ele? Se você se encontra nesta situação que Deus possa te despertar e te trazer a verdadeira alegria da salvação. Só Deus pode restaurar a sua saúde espiritual. Só Deus pode reavivar o seu coração e lhe trazer a certeza e a convicção da sua salvação.

22/03/09

CERTEZA DA SALVAÇÃO – PARTE 2


Agora, pois, Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Rm 8: 1.

Seu futuro após a morte. Pode-se dizer que encontramos pessoas se dizem crentes mas não são, pessoas que sempre estão em dúvida sobre a sua salvação, mas são salvas, pessoas que afirmam ser cristãs e verdadeiramente são salvas e pessoas que estão em dúvida sobre sua conversão e de fato não são salvas. Bem, onde você se identifica neste grupos de pessoas?
Para se ter a verdadeira convicção e segurança da sua salvação é necessário conhecer a Cristo. Quando Paulo diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, atente-se para a palavra "estão". Está palavra da idéia de estar dentro de alguma coisa ou alguém. É como estar dentro de Jesus Cristo, ou seja, conhece-lo profundamente. Podemos e devemos conhecer a Deus por meio de sua Palavra. Como posso ter certeza de alguma coisa se não o conheço? Como pode alguém dizer que tem um compromisso com Cristo se ainda não sabe quem exatamente ele é e o que fez pelos pecadores?
Esta palavra também nos mostra a idéia de conhecer a Cristo de uma forma que passamos a amá-lo irresistivelmente com todo o nosso coração. Quando você descobre que alguém deu a sua própria vida para nos garantir a absolvição passamos a amá-lo, a respeita-lo e a confiar plenamente no seu caráter. Quando descobrimos que Cristo nos amou primeiro para nos garantir a salvação, passamos a amá-lo também vivendo conforme a sua vontade.
Então, qual é a motivação certa em ter certeza da salvação? É a alegria de descobrir que Cristo me ama e eu devo amá-lo de todo coração. O medo não trás certezas mas dúvidas cruéis. O medo não nos trás convicção, mas transforma o homem em uma pessoa incrédula. O medo não trás alegria da salvação, mas torna o crente uma pessoa triste. O medo não nos encoraja, mas nos torna crentes tímidos e covardes na obra de Deus. O medo não é sinal de prudência mas de loucura.
Para encerrar, gostaria de perguntar: Qual é a sua motivação em ter certeza da salvação? É a que Cristo nos salvou ou o medo de ir para o inferno? Você ama a Cristo ou vive em função do interesse individual de escolher o céu apenas como refugio espiritual? Que você possa conhecer a Cristo todos os dias e que venha viver Cristo na sua vida. Até a próxima meditação sobre este assunto.

14/03/09

CERTEZA DA SALVAÇÃO – PARTE 1

Talvez o maior temor do homem seja passar pela morte ou perder alguém que tanto ama. Para alguns, a maior das perdas que a morte traz é a de um ente muito querido. Para outras pessoas, perder a própria vida é o que se pode ter como incerteza do seu futuro.
É justamente esta questão que pretendo destacar nesta breve meditação. Qual será o teu futuro ao passar pela morte? Tem-se medo da morte porque não se sabe o que o futuro pode nos reservar além dela: salvação ou condenação, descanso ou tormento, alegria ou terrível sofrimento, céu ou inferno.
No início da década de 80 ouviam-se muitos sermões sobre a volta de Cristo, o arrebatamento da igreja, o juízo final, o apocalipse e o inferno como sentença de morte para os que rejeitaram a Deus. E muitos decidiram seguir a Cristo motivados pelo medo de tudo isso. Muitos desejavam mais o céu e o que esse lugar pode oferecer do que o próprio Cristo. Muitos decidiam ter um compromisso com Cristo por medo do inferno e não pelo amor que tinham por Cristo.
Por isso Paulo escreveu aos cristãos de Roma: Agora, pois, Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Rm 8: 1. Se você segue a Cristos motivado apenas pelo desejo de ter um lugar no céu, é necessário conhecer verdadeiramente quem é Cristo e o que exatamente ele deseja de você. Se você diz ter um compromisso com Cristo temendo mais o inferno do que o próprio Cristo, então você precisa saber que tipo de compromisso Cristo deseja de você.
Basicamente, este versículo fala da certeza da salvação para todo aquele que segue a Cristo e tem um compromisso com ele. Mas como posso ter certeza da salvação se ainda tenho medo da morte? Como posso ter plena certeza de que pertenço a Cristo se ainda tenho medo de ir para o inferno? Estas perguntas serão respondidas nas próximas meditações. Até lá, pense: A motivação errada em seguir a Cristo traz como sofrimento a incerteza e a dúvida que devora o prazer de servir com alegria a Cristo.

19/01/09

A LEI DA PRESERVAÇÃO DA VIDA - PARTE 4

Quando se fala em matar alguém, o que vem a mente é um assassinato brutal com alguma arma de fogo ou com uma agressão física violenta. Contudo, já sabemos que para atentar contra a vida, basta você alimentar o desejo de prejudicar uma pessoa, por exemplo: atacá-la com insultos, ou proferir mentiras em relação a ela. Depois de mostrar como alguém pode descumprir o sexto mandamento, Jesus mostra uma atitude muito importante para que possamos evitar o pecado contra a lei da preservação da vida: A reconciliação.
Mas antes, faço questão de destacar mais uma vez a expressão “contra seu irmão”. Jesus toca em uma ferida muito profunda da vida dos judeus e, principalmente, daqueles que ensinavam o cumprimento da lei ao povo que eram os fariseus e escribas. Os judeus alimentavam uma inimizade intensa em relação aos samaritanos. Mergulhavam-se em um ódio profundo por causa da opressão militar e política que Roma lhes impunha. Existia um conflito tenso de muitos anos entre os fariseus e saduceus por divergências em relação à interpretação das leis de Deus na Torá. Em resumo, os judeus alimentavam o ódio e a indiferença entre eles mesmos; e na verdade estavam se destruindo aos poucos. Um atentava contra a vida do outro e não percebiam que estavam se matando.
Assim, Jesus os lembra da gravidade do seu pecado contra Deus quando se atacavam entre si. Quantos que estão em nosso meio se agridem verbalmente por pequenas coisas, quantos que se dizem professar a mesma fé, partilham da mesma mesa do Senhor quando comem o pão e bebem o vinho em memória de Cristo, mas vivem proferindo ofensas um contra o outro. Alimentam-se do pão da vida e depois vomitam todo o ódio maléfico como uma serpente que cospe seu poderoso e mortal veneno em sua vítima. Meu Deus! Como podem dizer que possuem a paz, mas estão em uma constante guerra?
Com tudo isso, Jesus então disse: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. 25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. 26 Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo” (Mt 5: 23-26). Diante deste texto, a pergunta que deve ser feita é: O que se deve fazer para não destruir a vida do meu irmão?
Jesus nos ensina a prática da reconciliação. Todos os dias e a cada momento é tempo oportuno para a reconciliação. Não se pode deixar para amanhã aquilo que se deve resolver agora. O próprio Jesus destaca essa urgência quando afirma que devemos deixar a nossa oferta perante o altar para primeiro nos reconciliarmos com o nosso irmão.
Os conflitos, sempre vão existir entre os homens. Não existe a igreja perfeita quando se trata de relacionamento entre cristãos. Todavia, está em nossas mãos o dever e a responsabilidade de promover a restauração de vidas. Assim, a prática da reconciliação é fundamental para que muitos possam sarar suas feridas e enfermidades em Deus.
Veja também outro aspecto importante. Jesus relaciona a prática da reconciliação com a entrega da oferta no altar. O que isto tem a ver com a prática da reconciliação? Simples! A oferta e o altar são elementos que focam a prática do culto a Deus. A nossa vida como um todo é um culto a Deus. Ofereço o meu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus todos os dias em tudo o que faço e tudo o que sou. (Rm 12: 1).
Deus só aceita a nossa adoração e o nosso culto quando buscamos viver em obediência às suas leis. Quem não busca a reconciliação com o seu irmão está pecando contra Deus e por isso, a sua oferta não é aceita por Ele. Quem não busca se reconciliar com seu irmão está atentando contra a vida dele e transgredindo o sexto mandamento: “Não matarás!”

A LEI DA PRESERVAÇÃO DA VIDA - PARTE 3

A pergunta que é feita nas meditações sobre a lei da preservação da vida é: como alguém pode transgredir o mandamento “não matarás”? de que maneira uma pessoa pode matar ou atentar contra a vida de outra? Na meditação passada, vimos que a prática do homicídio começa com a ira sem motivo algum, ou seja, ressentimentos, mágoas que alimentam o ódio e o desejo de vingança. Desta forma, veremos a segunda atitude que dá prosseguimento ao pecado contra o sexto mandamento.
Jesus disse: Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Mt 5: 22. Quero que você se atente para a expressão: e quem proferir um insulto a seu irmão. O que se pode saber em relação a esta frase?
Jesus estava fazendo referência as pessoas que usam sua língua para atentar contra a vida do seu próximo e do seu irmão. Para assassinar alguém não precisa usar um revolver calibre 38 ou uma faca bem afiada para ferí-la. Basta você abrir a sua boca e falar agressivamente contra ela.
Veja como Jesus expõe o processo de um homicídio. Primeiro, a pessoa é consumida pela ira que o leva o desejo de revidar contra a outra. Em seguida, ela vomita toda a sua cólera destrutível em forma de insultos pesados e terríveis. Isso me faz lembrar do que Tiago fala em sua carta a igreja sobre o uso da língua: Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tiago 3: 6).
Veja o poder que a língua tem sobre as pessoas. Ela pode preservar vidas como também pode exterminar vidas. A arma mais destrutiva do mundo não é a bomba atômica ou a bomba de Nêutrons, mas é a língua. O maior inimigo mortal da raça humana não é o terrorismo, mas a língua.
Com a nossa língua podemos assassinar alguém. Somente com palavras podemos destruir a vida de uma pessoa. Quantos pais não matam seus filhos aos poucos quando, com palavrões e xingamentos pesados jorram sobre eles. Quantos maridos atentam contra a vida de suas esposas humilhando-as com terríveis insinuações e grosserias estúpidas. Quantas esposas destroem aos poucos a vida de seus maridos quando falam tolices e são rixosas como afirma Salomão em Provérbios 21: 9, 19: Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa. Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. Quantos filhos matam seus pais quando descumprem o mandamento de honrar seu pai e sua mãe (Ex 20: 12). Quantas famílias são exterminadas por causa da língua. Quantas igrejas ficam enfermas e feridas por causa da língua maldizente, fofoqueira e mentirosa de muitos crentes.
Me chama a atenção o que Jesus continua a dizer: e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Sabemos que todo homicida merece como castigo e condenação a sentença de morte. Se o homicídio também acontece quando alguém mente, insulta e ataca com sua língua outra pessoa, ela também merece como sentença a morte. E tem mais, Jesus não está falando apenas do julgamento em um tribunal terreno, mas do grande e supremo tribunal divino. Aquele que mente mercê o fogo do inferno. Aquele que insulta agressivamente seu irmão merece o tormento eterno. Aquele que fala mal do seu irmão, merece ser consumido pela ira de Deus.
Quantas línguas em nossas igrejas precisam ser curadas! Quantos crentes precisam renovar e transformar o que sai da sua boca! Quantas bocas que se dizem santas precisam ser limpas de suas palavras imundas e nojentas. Venho lembrar que muitos crentes precisam passar por uma limpeza em suas mentes poluídas com a malícia e maldade no seu coração porque é na mente que se produz todo o veneno mortífero que fatalmente atinge a vida de muitas pessoas.
Quero encerrar dizendo: em vez de destruir, construa, Em vez de atentar contra a vida de alguém, edifique-a. Em vez de odiar seu irmão, ame-o. Em vez de difamar o nome do seu próximo, ore pela vida dele. Em vez de mentir, fale a verdade. Em vez de destruir alguém com palavras tolas, edifique-a ficando em silêncio.

Em resumo isto está é a lei de Deus: Não matarás!!!

10/09/08

A LEI DA PRESERVAÇÃO DA VIDA - PARTE 2

Como já sabemos, Jesus em seu sermão, resgata o verdadeiro sentido da obediência as leis de Deus. Segundo o evangelho de Mateus, a primeira lei abordada por Jesus em seu sermão foi o sexto mandamento registrado em Êxodo 20: 13. Nesta segunda parte vamos ver quais situações que evidenciam a transgressão da lei da preservação da vida. Vejamos a primeira situação.

Jesus diz: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento" (Mateus 5: 22); Ele apresenta a primeira situação: a ira sem motivo algum. Aqui precisamos entender que a palavra irar-se identifica um sentimento pecaminoso em relação ao meu próximo. Em outras palavras, Jesus disse: aquele que alimentar o desejo colérico, ou, aquele que nutrir a vontade de atentar contra a vida do seu próximo...

Jesus ensinou que o assassinato começa quando alguém deseja de forma desenfreada, fazer algo que prejudique a vida do seu próximo. Se você possui mágoas, rancor e revolta em relação a alguém, esta já é a porta de entrada para você atentar contra a vida do seu próximo. O assassinato começa no coração quando queremos prejudicar a vida de alguém. O assassinato começa quando alimentamos a maldade em relação a alguma pessoa. Isto é pecado e abominável diante de Deus.

Veja ainda o que Jesus afirma: "todo aquele que sem motivo “se irar contra seu irmão.” O que podemos entender sobre a expressão sem motivos? Simples. Toda e qualquer situação que pareça ser justificado tirar a vida de uma pessoa, ainda sim, não é motivo para matá-la. Vejamos um exemplo. Mesmo que uma pessoa tenha matado alguém da minha família, ou tenha feito algo que fez sofrer a ponto de correr risco de vida, isso não é motivo justo para matá-la.

Não é de nossa responsabilidade aplicar a justiça sobre os criminosos. Esta é uma obrigação dos oficiais e dos magistrados. Por isso, não podemos se quer desejar a morte de alguém e nem alimentar sentimentos que expressam o desejo de violência porque nada pode ser considerado motivo para agredir alguém.

O que me chama muita atenção é quando Jesus diz: “se irar contra seu irmão.” O Mestre aplica essa exortação no ambiente familiar. A base de todo o relacionamento tem seu ponto de partida na família. Tudo se aplica a vida familiar. Logo, todos os problemas que envolvem relacionamento e convivência entre pessoas, sejam de ordem social, política e religiosa têm origem dentro de nossas casas. Jesus nos chama a retratar nossas diferenças e mágoas com os de casa. A transgressão do sexto mandamento tem início entre os irmãos e irmãs.

É importante destacar que relacionar-se com estranhos é muito mais fácil do que com os nossos irmãos. Mas por que isto? A convivência familiar envolve mais intimidade em relação ao outro. Como diz o ditado: coma um kilo de sal com uma pessoa e você saberá quem ela é de verdade. O maior desafio do cristão é desenvolver um relacionamento que visa o crescimento do outro. Mas infelizmente, muitos constroem uma relação motivada pelo desejo da destruição do seu próximo. E isto acontece por motivos banais e fúteis.

Quero encerrar esta meditação dizendo que o nosso alvo como cristãos é alimentar em nosso coração, o desejo de ver o meu irmão crescer. O propósito do relacionamento é promover a edificação de todos os crentes que estão em minha volta. Como disse o apóstolo João: "Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. 10 Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. 11 Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos".(1Jo 2: 9-11). Na próxima meditação veremos a segunda circunstância que conduz a prática do homicídio em nosso meio.